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Parcerias entre poder público e empresas dão nova cara às lan houses

Parcerias entre poder público e empresas dão nova cara às lan houses

Marabá - Donos de lan houses de alguns estados brasileiros estão dando um novo fôlego aos negócios firmando parcerias com o poder público e empresas privadas. Um dos exemplos bem-sucedidos vem de Manaus, onde a associação dos empreendedores fechou acordo  com a prefeitura e empresa de aviação, para prestar, entre outros serviços, recarga de crédito do passe nos transportes públicos da capital do Amazonas e venda de passagens aéreas pela internet. A experiência amazonense foi apresentada aos empresários de Marabá e Parauapebas no último dia 12, no Encontro ‘Oportunidades no Mundo Digital, evento realizado pelo Sebrae no Pará, no auditório do Campus da Universidade do Estado do Pará (UEPA) de Marabá.
“Quando a  recarga de crédito dos passes dos ônibus era nos oito pontos criados pelo Sinetran era tumultuado e lento, havia filas imensas. Isso ficou mais ágil e organizado quando fechamos a parceria e começamos  prestar o serviço nas nossas lan houses’, informou o presidente da Associação Amazonense de Centros de Inclusão Digital do Amazonas (AACID), Wagno Oliveira, ao tratar de do assunto ‘Empresas Públicas e Privadas como Clientes de Lan Houses’, tema de uma das palestras do encontro.
Segundo Oliveira, que tem  quatro lojas em Manaus, a parceria começou tímida, mas os empresários foram ganhando a confiança do poder público. “A primeira conquista ganhamos com os números positivos. Para se ter uma idéia, os dados que temos de atendimento em 90 dias nos pontos tradicionais era de 250 mil alunos atendidos. Número superado por nós, quando registramos 400 mil atendimentos em 15 dias”, mostrou Wagno aos empresários de Marabá e Parauapebas, lembrando que eles têm um trunfo muito importante nas mãos.
Ainda segundo Oliveira, os ganhos em se firmar as parcerias vão além do percentual deixado com as recargas. “Ganhamos 2% do valor arrecadado. No início o que ganhávamos era pouco, com até mil créditos por semana. Agora, algumas das 30 lojas cadastradas para a prestação do serviço fazem até 4 mil créditos ao dia, mas os ganhos vão além, pois ganhamos com a mídia espontânea e com a publicidade positiva para as lan houses, muito vistas, até bem pouco tempo, apenas como casas de jogos que desvirtuam crianças e adolescentes”, destacou.
“Também ganhamos, pois as pessoas que fazem recarga acabam acessando outros tipos de serviços, como impressão, acesso à internet, entre outros. A recarga acaba sendo o atrativo para outros tipos de públicos para as nossas lojas. Em muitos casos, acabamos lucrando muito mais com  esses outros tipos de serviços”, observou do presidente da AACID.
Outra parceria com a prefeitura de Manaus apresentada por Oliveira é para inscrever os candidatos no Bolsa Universitária, programa que subsidia ou paga integralmente cursos para pessoas que ganham até um salário mínimo. “Vão cadastrar 50 lan houses para prestar o serviço, contemplando quase todas as nossas associadas, que são 55 atualmente, entre as 2 mil de Manaus”, informou Oliveira.
O presidente da AACID também mostrou que é possível fazer boas parcerias com empresas privadas. “Nós temos acordo com empresa de comunicação e de aviação, como é o caso da Gol, cujo percentual do valor da passagem que é vendida via internet em nossas lojas”, destacou Oliveira , lembrando que o negócio é lucrativo para os empresários e para os clientes. “Quem compra ainda pode pagar em 6 vezes, sem juros, no cartão de crédito”, acrescentou.
“Todas essas parcerias que são firmadas são importantes não somente porque entra dinheiro no caixa, mas, principalmente, porque através delas estamos mudando a imagem das lan houses de Manaus por meio da disseminação de que são negócios confiáveis. Antes tínhamos até vergonha de dizer que tipo de empreendimento nós tínhamos”, desabafou Oliveira ao se referir à associação dos locais como algo criminoso que prevalecia na cidade.
Encontro
O Encontro ‘Oportunidades no Mundo Digital’, que reuniu cerca de 50 empresários de Marabá e Parauapebas. O evento contou com a presença do presidente da Associação Brasileira de Centros de Inclusão Digital (ABCID), Mário Brandão,  e de outros diretores da entidade de classe; do presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae no Pará, Ítalo Ipojucan e da diretora técnica da instituição, Cleide Tavares.
Ítalo Ipojucan abriu o evento lembrando que “o Sebrae tem o compromisso de apoiar os empresários de lan houses, fortalecendo o segmento e contribuindo para a melhoria da qualidade de vida dos empreendedores”, ressaltou, lembrando da responsabilidade da instituição com resultados positivos. “Nossa metodologia de trabalho está focada na gestão orientada para resultados. É nisso que baseamos nossas ações”, disse.
Cleide Tavares também participou da abertura do encontro. A diretora falou da importância das ações do Sebrae/PA para o segmento. “O Sebrae investe nesse segmento por acreditar em seu potencial e na capacidade empreendedora de cada um dos empresários”, ressaltou. Ela também falou do direito à comunicação. “As lan houses são importantes para fortalecer o processo de democratização da comunicação, direito assegurado pela Constituição de 1988”, disse.
A presidente da Associação dos Centros de Inclusão Digital de Paraupebas (ACIDP), Ivete Soares, destacou a importância do evento. “O encontro é importante para fortalecer a nossa categoria e desenvolver nossos negócios”, acredita Ivete. Ela informou que a associação tem muitos desafios. “Queremos muito, para resolver problemas de acesso, ter um link da Embratel. Isso resolveria muitos de nossos gargalos. Mas, para isso, precisamos fortalecer a associação”, acrescentou.
Programação
Empreendedorismo Digital e Democratização do Acesso à Internet foi o tema da palestra de Mário Brandão, que abriu a programação técnica do evento. Durante quase uma hora, Brandão falou da oportunidade que milhares de brasileiros têm hoje de ter acesso ao mundo digital nas lan houses. “Muitas pessoas, que não têm condições de ter um computador com acesso à internet em casa, conhecem um novo universo em nossas lan houses”, afirmou.
Brandão destacou que as lan são espaços democráticos. “Rico ou pobre, a pé ou de carro. Não importa, qualquer um que tenha um, dois reais,  pode acessar a internet nas lan houses e ter acesso aos benefícios deste mundo”, observou, ao falar do papel social das lan atualmente. “Já não cabe mais a acusação de nossos negócios serem a casa de perdição das criancinhas das famílias brasileira. Hoje, estamos provando que temos um papel social muito importante como prestadores de serviços e de inclusão digital”, finalizou. 
Brandão também falou, em um outro momento, sobre a ABCID. O que é a associação, seu funcionamento, quem faz parte e as ações que realiza, foram apontados pelo presidente da entidade como importantes para o desenvolvimento das lan houses e para a inclusão digital no Brasil. “Temos a responsabilidade de representar um segmento que cresce muito no país. E isso não é uma tarefa fácil para nenhum de nossos diretores”, destacou Brandão, lembrando que a associação está a disposição para apoiar os empresários de Marabá e Parauapebas.
Outro palestrante do evento foi Paulo Watanabe, também da ABCID, que abordou o tema ‘Empreendedor Individual e Formalização’, que levantou questões importantes de serem conhecidas pelos donos de lan houses. O empreendedor Individual é a mais nova categoria empresarial do Brasil, criada pela Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas e que tem como foco tirar da informalidade milhares de empresários brasileiros, dando a eles cidadania empresarial e condições para que recebam uma série de benefícios, como direito à aposentadoria.
Watanabe destacou que a formalização é importante para que o empresário possa ter garantias a diversos serviços, como acesso a crédito e muitos outros importantes para o crescimento de seus negócios.
A legislação que criou a figura do Empreendedor Individual entrou em vigor em julho deste ano e já está valendo em alguns estados brasileiros. A previsão é de que no Pará ele seja uma realidade para os empreendedores ainda nos primeiros meses de 2010. Enquanto isso, o Sebrae vem trabalhando para disseminar os benefícios e informações importantes para que as pessoas que possam ser beneficiadas estejam preparadas quando a categoria passe a valer no Estado, com palestras e atendimento individualizado nos escritórios regionais, pontos de atendimento e na sede, em Belém.
“O empresário precisa conhecer seu cliente e, a partir disso, oferecer produtos diferenciados e focado em suas necessidades”,  recomendou Rafael Maurício, da ABCID, em sua palestra sobre marketing digital. “É preciso saber quem são, o que querem, como estão inseridos nos negócios”, ressaltou.
Segundo Rafael, conhecer o cliente é o ponto de partida para que o empresário possa não só atraí-lo, mas mantê-lo. “Há vários tipos de clientes, por faixa etária, por interesse. Há aquele que vai na lan jogar, o que vai se relacionar. Ofereça novidades para eles, deixem que eles se sintam valorizados nas suas lojas. E pronto, ele não sai mais de lá”, apontou, ressaltando que “quanto mais vocês facilitarem a vida de seus clientes, mais eles serão seus fãs”.

 

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