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Marabá sedia encontro de Inclusão Digital

Rafael Marinho
Portal Marabaonline

Aconteceu neste sábado, 26/09, no auditório da UEPA, o I Encontro de Inclusão Digital da Região de Carajás, evento organizado pelo SEBRAE/Pará e pela ABCID (Associação Brasileira de Centros de Inclusão Digital) e que foi idealizado pela equipe de gestão do projeto “Melhoria da Competitividade das Lan Houses de Marabá”.

A intenção do SEBRAE foi a de conseguir atrair um maior público alvo (Lan Houses e Cybers de Marabá) para que participem com mais freqüência das ações do projeto que está próximo de completar 18 meses e visa fortalecer o segmento através de capacitações, encontros desse tipo, troca de informações e união dos proprietários através da sua associação – a AMID.

O encontro foi algo pioneiro na região e atraiu até mesmo a presença de grande número de donos de lan Houses da cidade de Paraupebas, de onde vieram de van fretada especialmente para assistir as várias palestras ministradas. A ABCID trouxe alguns de seus diretores e também seu presidente, Mário Brandão, para falar aos que estiveram presentes sobre as tendências e o futuro dos estabelecimentos de internet no Brasil. O interessante é que todos os membros da ABCID que palestraram contam com a experiência própria para falar, pois são donos de empresas do ramo.

A nova realidade do segmento

Um dos pontos mais defendidos pelos membros da ABCID foi de que as Lan Houses não são mais espaços nos quais o cliente paga por horas de acesso a um computador com internet e/ou jogos.

Segundo Mário Brandão, atualmente o cenário mudou e quem não se adequar a essa nova realidade vai acabar sendo engolido pelo mercado. Ele inclusive iniciou sua palestra (que foi a última do evento) tratando de desmistificar uma imagem que há muito teima em ser atrelada a essas empresas: a de casas de jogos eletrônicos. “Nós somos donos de Lan Houses e Cybers, estamos o dia todo aqui conversando sobre Lan House e Cyber e sobre o que nós ainda não falamos nenhuma vez? Sobre jogos!”, disse Mário, concluindo que jogo é apenas um dos inúmeros serviços que podem ser oferecidos nos estabelecimentos. Ele atentou para os serviços online na área governamental, chamados de e-govs, que tendem cada vez mais a se expandir para facilitar a vida da população e que as Lans são os meios utilizados para se fazer essa comunicação entre instituições e cidadãos. Também comentou da crescente demanda pela educação à distância (EaD) que faz com que os estabelecimentos se tornem centros de ensino já que a internet é o canal utilizado para tal forma de estudo.

Outras palestras trataram de casos de sucesso de parcerias das empresas com o governo, geralmente as prefeituras. A respeito disso palestrou o presidente da Associação Amazonense de Centros de Inclusão Digital, que firmou convenio com a prefeitura de Manaus para matricula online da carteirinha de meia-passagem dos estudantes da rede municipal de ensino e em 15 dias as 35 lans da AACID fizeram 400 mil cadastros e diminuíram as gigantescas filas que se formavam nos pontos de matrícula nos anos anteriores. Hoje em dia os estabelecimentos cadastrados são pontos de recarga dos cartões dos estudantes e dinamizam o serviço antes mais burocrático. “Através desse convênio, empresas privadas viram a seriedade da nossa instituição e conseguimos firmar outras parcerias que nos rendem bons lucros”, finalizou.

Outros pontos tratados pelos palestrantes do encontro foram a informalidade dos estabelecimentos, eficiência energética, crimes virtuais e a reclassificação da categoria junto ao CNAE – Classificação Nacional de Atividade Econômica, que desfigura as Lan Houses como “casa de jogos eletrônicos” e passa a categoria de “sala de acesso a internet para apoio administrativo ou escritório”, o que por conseqüência derruba vários entraves encontrados pelos empresários do ramo tais como a taxa de alvará de funcionamento que no Pará, especificamente, é cobrada trimestralmente, e também retira os estabelecimentos da jurisdição do juizado da criança e do adolescente, desobrigando-os a ter licença do referido órgão para funcionar.

Também falou Rafael Maurício, diretor da ABCID e administrador do site Acesse Legal, que explanou sobre inovações de serviços para o setor e sobre a postura que os empresários devem ter nos dias atuais, que não é mais a de ficar atrás do balcão esperando os clientes virem até ele, mas sim sair da zona de conforto e ir até os clientes.

Para Gedenilson Moura, secretário da Associação Marabaense de Inclusão Digital – AMID, que esteve presente no auditório, mais eventos como esse devem ser realizados na cidade, pois ajudam a dar visibilidade e credibilidade ao setor e também na troca de informações entre os empresários, ação que pode proporcionar inovações e melhoria na qualidade dos serviços oferecidos. “Pudemos ver uma gama enorme de coisas que as Lans são capazes de oferecer e a cada dia surgem novidades e serviços que podem ser prestados. Mas para isso é preciso que as empresas se capacitem para que possam atender e resolver os problemas dos clientes que vem até nós.”, finalizou o secretário.

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