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A lan house além do entretenimento

Silvaneide Guedes
Sebrae /PA

Encontro reuniu representantes da ABCID e donos de lan houses de Marabá e Parauapebas

Belém - Já passou a época em que a única coisa que se fazia nas lan houses era jogar. Hoje, para a sobrevivência dos negócios os empresários devem apostar na diversidade de serviços, apontou o presidente da Associação Brasileira de Centros de Inclusão Digital – ABCID, Mário Brandão, no I Encontro Regional de Inclusão Digital da Região de Carajás, no Pará.

Realizado pela ABCID e Sebrae/PA, no último sábado (26), no auditório da Universidade do Estado do Pará (UEPA) em Marabá, o Encontro faz parte das ações do projeto Melhoria da Competitividade das Lan Houses, que atende empresários de Marabá e Parauapebas.

“Não dá para ficar parado frente às novas necessidades”, destacou Mário. Ele disse ainda que hoje “o modelo de negócio calcado na venda de hora já faliu, é preciso oferecer serviços, ir além do jogo e do acesso à internet por hora”.

Mas o presidente da ABCID alertou para outro perigo. “Não basta oferecer uma grande quantidade de uma mesma coisa. O empresário precisa diversificar a oferta, complementado atividades que agreguem valor”, orienta Mário.

Mário destacou que “ tudo isso é uma grande oportunidade de mostrar à sociedade que as lan houses não são o ‘centro de perdição’ para crianças e adolescentes, mas têm uma função social importante, como locais de estudo, de solicitação de documentos, como título de eleitor, entre outros”.

Segundo Ivente Costa, empresária do segmento em Parauapebas, isso já é realidade no município. “Grande parte das lan houses do município já oferece uma gama de serviços, entre eles solicitação de documentos”, contou a empresária, que está há quatro anos no mercado e é diretora financeira da ABCID.

Gedenilson Moura, dono de duas lan houses e uma assistência técnica para o segmento em Marabá, acredita no potencial do empreendimento. “Não somos apenas casas de jogos e isso começa a ficar mais claro para as pessoas quando oferecemos outros serviços”, disse. O empresário começou com apena uma casa, há três anos, dividindo-se entre o emprego durante o dia e o plantão na lan, à noite.

“Eram apenas sete máquinas e muita dificuldade. O negócio começou a melhorar quando passei a ser atendido pelo projeto Melhoria da Competitividade das Lan Houses”, disse. O projeto é desenvolvido pelo Sebrae/PA, ABCID e Associação Marabaense de Inclusão Digital –AMID. “Melhorei a identidade visual, abri filiais e implantei as cabines individuais”, conta Gedeilson.

Além do futuro das lan houses, no Encontro falou-se de parcerias, da função social das lan houses, da importância da formalização e dicas para economizar energia.

A bola da vez para quem quer sair na frente no segmento das lan houses é firmar parcerias. “Além de aumentar o mix de serviços que a lan oferece, juntar-se ao poder público, por exemplo, dá credibilidade ao negócio e ajuda a acabar com a visão negativa dos locais”, acredita Mário Brandão.

Em Salvador, a parceria das lan houses com a Superintendência de Controle e Ordem do Uso do Solo do Município tem sido benéfica para todos. “Além de divulgar os estabelecimentos, contribuímos para o crescimento da cidade”, enfatizou Adriana Costa, da superintendência.

Para isso, “é fundamental que os negócios sejam formais”, destacou Marcelo Russo, da ABCID de Minas Gerais, ao abordar a importância da legalidade para o bom funcionamento do empreendimento e para fugir das sanções da lei.

“Facilidade na compra de insumos ou produtos para comercialização, cadastro em empresas de games, distribuidoras de informática e outras para comprar com descontos exclusivos”, é uma das vantagens apontadas por Marcelo.

Outros bons exemplos de vantagens de ser formal, apontados por Marcelo, são as possibilidades de acesso a financiamento e participação em licitações, “o que pode alavancar os negócios”, comentou ele.

Função social

“A função social das lan houses pode mudar o quadro negativo dos negócios”, observou Paulo Eriado, do Senac de Aracaju, Sergipe, quando falou sobre os Centros de Inclusão Social no Encontro.

“Há uma infinidade de serviços que podem ser realizados, desde a solicitação de documentos até prestação de serviços simples, como dicas de como tirar manchas de roupas”, destacou Paulo, apontando outras utilidades, como “agendamento de consultas, inscrições em concursos e boletins de ocorrência".

Um desses serviços está ligado à educação. “Hoje, é crescente a oferta de cursos de graduação, pós-graduação, profissionalizantes, palestras e muitos outros a distância, e que são democratizados também por meio das lan houses”, lembra Paulo.

Em Sergipe, por exemplo, parceria entre a Prefeitura e donos de lan houses garante aos estudantes da rede pública de ensino acesso gratuito para pesquisas escolares nos locais. “São dez tickets de acesso por mês. Sendo que dois deles para lazer, dentro do projeto web-ticket”, destacou. Com isso, “as lan houses firmam cada vez mais o papel social que desempenham hoje, mudando o estigma negativo que predominava sobre os locais”, acredita Paulo.

“Ao contrário do que alguns acreditam, a lan house é um dos lugares mais difíceis para a prática da pedofilia, por exemplo, por serem lugares movimentados, com localização das máquinas de forma que deixam as pessoas visíveis”, observou Rafael Maurício, da ABCID do Rio Grande do Norte.

“Esse é mais um ponto negativo que estamos derrubando, principalmente quando apontamos o potencial social dos empreendimentos”, frisou. “É o que disseminamos no ‘batismo digital’, evento realizado para apresentar o mundo digital para as pessoas mais velhas, que não têm muita familiaridade com este mundo”, explica Rafael.

Energia

Uma das contas que pesam no bolso do dono de lan house é a de energia elétrica. Por isso, para controlar os gastos, alguma dicas são importantes. Foi o que Alison Magalhães, da ABCID do Ceará, apresentou aos participantes do I Encontro Regional de Inclusão Digital da Região de Carajás.

Ligar apenas os computadores em uso é uma delas. “Muitas vezes todos os computadores permanecem ligados, mesmo os que não estão sendo usados. O que há, então, é um gasto desnecessário. È bom ligar apenas as máquinas que serão usadas”, disse.

Alison também chamou a atenção para outros procedimentos simples, como o uso de proteção de tela. “A tela branca é a que mais puxa energia”, informou ele. “Outras alternativas são o uso da tela preta, que consome menos energia, e desligar os monitores”, ressaltou.

A substituição do estabilizador pelo no-break e uso de película nas janelas e portas também evitam que o dono das lan houses tenham um susto no final do mês ao receber a conta de energia elétrica, indicou Alison.

A lan house além do entretenimento

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