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Falta sustentabilidade às Lans Houses no Brasil

A formalização das lan houses, per si, não é suficiente para estimular o setor. Para a Brasscom, entidade que representa as empresas de TI, os legisladores que tratam do assunto na Câmara dos Deputados precisam atentar para o fato de que essas casas de acesso pago não contam com gestão profissional e, em geral, não são sustentáveis. Daí a importância de um trabalho de qualificação dos empreendimentos e a procura de novas formas de retorno financeiro.

 

“Chamar as lan houses de outra coisa, simplesmente mudar a legislação, não vai funcionar. O grande problema é a sustentabilidade, e as lan houses não são sustentáveis. Em geral são apêndices de outros negócios“, afirma o diretor de Convergência Digital da Brasscom, Nelson Sany Wortsman. Ele participou, nesta terça-feira, 4/5, de audiência na Comissão Especial da Câmara dos Deputados que discute um projeto para fomentar a formalização das lan houses.

 

Dados do Mapa da Inclusão Digital, do Ibict - ligado ao Ministério de Ciência e Tecnologia - sustentam essa visão. Segundo a coordenadora do MID, Anaiza Caminha Gaspar, o Mapa mostra que 69% das lan houses surgem como novos negócios de microempreendederes - e 31% delas são montadas nas próprias residências de seus donos.

 

Wortsman explica que a Brasscom, em conjunto com Sebrae, CDI, indústrias de TI e proprietários de lan house, busca uma remodelagem das lan houses, transformando-as em Centros Públicos de Acesso e, mais importante, viabilizando uma série de atividades que possam reforçar a capacidade econômica desses pequenos negócios.

 

“Queremos criar um novo conceito, e isso não é uma lan house, mas uma CPA - associação público-privados - agregando e-commerce, e-business, serviços bancários, e-gov, educação. Existem muitos usuários em potencial, como o próprio Sebrae, que tem interesse em programas voltados à educação à distância e se propõe a profissionalizar os gestor”, insiste Wortsman.

 

Segundo ele, essa profissionalização é fundamental porque são pequenos negócios que, muitas vezes, perdem recursos. “Não há gestão em lan house. Eles comem depreciação e acham que estão ganhando dinheiro”, lamenta.

 

Naturalmente, a Brasscom mira na ampliação do mercado potencial de fabricantes de equipamentos e, especialmente, fornecedores de software. Mas sustenta que o reforço na sustentabilidade das lan houses traria benefícios diretos ao país.

 

“A formalização da lan house representa uma grande modernização para o país, em termos de tecnologia, de financiamento, de redução da pirataria, além de colocarmos na economia formal quase 200 mil pessoas”, afirma Wortsman. “Na hora que elas forem legais, certamente os fornecedores de software terão preços simbólicos”, conclui.

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