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Com 90% das LAN houses na informalidade, setor ganha projeto de profissionalização

Estima-se que, no Brasil, existam atualmente 100 mil LAN houses. O número, no entanto, não é preciso: pelo fato de 90% desses estabelecimentos possivelmente viverem na informalidade, ainda é difícil traçar um cenário preciso sobre esses espaços que, segundo o IBGE, só perdem na popularidade de acesso à web para o ambiente doméstico.
 
Com o objetivo de profissionalizar esse mercado e os profissionais nele envolvidos, o Sebrae e CDI Lan (uma “empresa social” do Comitê para Democratização da Informática) se juntaram, formando o Sebrae-CDI-Lan. O projeto foi apresentado nesta terça (30) a donos de LAN houses de São Paulo.
 
“Os responsáveis por esses estabelecimentos são microempreendedores que apresentam carência em sua formação, capacitação e também infraestrutura. Nosso objetivo é justamente fornecer a eles instrumentos que ajudem a organizar e atender às necessidades do setor”, afirmou ao UOL Tecnologia Marcel Fukayama, diretor operacional do CDI Lan. Lançado em junho de 2009, esse braço da ONG de inclusão digital CDI tem 2,3 mil LAN houses associadas que se comprometem a seguir um código de conduta, além de oferecer cursos e serviços a seus usuários.
 
O Sebrae entra nessa parceria com o objetivo de aumentar o foco de atuação da iniciativa, oferecendo capacitações via cursos online que melhorem a gestão dessas (micro)empresas, uma rede para a troca de informações entre os donos de LAN houses e também parcerias com outras companhias que viabilizem o aumento do lucro desses estabelecimentos. Haverá também um mapeamento desses estabelecimentos no país e inclusão digital das comunidades onde essas LANs estão localizadas.
 
Essa inclusão causada pelo estabelecimento foi notada pelo metroviário Jurandir José Dias, que há um ano e meio abriu uma LAN house para os três filhos no Bairro dos Pimentas, em Guarulhos. “Existe também a inclusão social dos usuários, pois a LAN acaba prestando um serviço para o bairro onde fica. É lá onde as pessoas vão imprimir a segunda via da conta, fazer pesquisa escolar e até continuar o trabalho que estavam fazendo no expediente, pois não têm internet em casa”, contou ao UOL Tecnologia.

Ele começou comprando cinco máquinas usadas de outro estabelecimento parecido, que fechou. Com o lucro, já adquiriu mais três máquinas novas e fez um upgrade nas antigas. Seu objetivo é chegar a 15 estações e, para isso, terá de aumentar o espaço construído, além de investir em novos desktops – por isso o metroviário e microempresário quis conhecer o Sebrae-CDI-Lan.
 
O projeto lançado no Rio na semana passada e em São Paulo nesta terça será também apresentado no Pará. De maio a julho, representantes das duas instituições vão levar esses mesmos conceitos a Pernambuco, Bahia, Goiás e Paraná. De agosto em diante, a ideia do projeto de chegará a outros Estados – aqueles que quiserem participar, no entanto, já podem visitar o site e se cadastrar.
 
Mudança de foco

Márcia Maria de Matos, do Sebrae, que atua como gestora do projeto, acredita que as LANs passam atualmente por um momento de transformação: com o acesso à internet e computadores cada vez mais baratos, é hora de as elas encontrarem diferenciais para oferecerem a seus clientes. Entre as alternativas estão, por exemplo, funcionários treinados para ajudar os internautas a preencherem formulários de sites do governo e também cursos online. “Esse é um negócio que não morre. O importante é sabermos como transformá-lo.”
 
Edson Galdino Nobre e Mateus Beraldi Nobre, de 16 anos, já seguem esse caminho. Pai e filho, que cuidam respectivamente da parte financeira e técnica da LAN house da família, em Registro (231 km de SP), participaram do evento em São Paulo justamente para conhecer novas formas de lucrar com o negócio da família.
 
“A LAN house voltada para os jogos está acabando. O foco agora é oferecer serviços para profissionais que precisam usar o computador fora do escritório, como advogados e vendedores”, afirmou Edson, que tem hoje 21 estações disponíveis para seus clientes. Sua hora, a R$ 3, é mais cara que a média da cidade: R$ 1,5.
Pai e filho consideram que o estabelecimento da família foge do estereótipo das LAN houses. Eles dizem seguir à risca a lei 12.228/2006, que exige, por exemplo, a identificação e cadastramento de todos os clientes, além de proibir que menores joguem por mais de três horas consecutivas. “Com isso, perco de 30% a 40% dos clientes que visitam o lugar pela primeira vez. Por outro lado, ganho credibilidade: o Senac promove cursos no local, assim como uma empresa de recursos humanos, que aluga todas as máquinas do estabelecimento de uma só vez”, explicou Edson.
 
Além desses serviços, eles também montam e gerenciam sites para clientes da própria LAN. “Estamos procurando novas formas de fazer negócio dentro do nosso próprio nicho.”
 
De olho no lucro

Andrew de Andrade, executivo da empresa Mentez, mostrou no evento como esses microempresários podem reforçar a renda com jogos sociais -- a empresa para a qual ele trabalha representa o popular “Colheita Feliz”, entre outros jogos do Orkut. A proposta de Andrade é que os estabelecimentos de acesso comprem PINs (crédito para dentro do game) com desconto e revendam para os clientes. Quanto maior a compra de créditos, maior o desconto.
 
“No Brasil, muitos não têm cartão de crédito. Assim, a LAN seria um caminho natural para a venda de PINs. O proprietário, dono de uma conta especial, consegue passar o crédito em tempo real para o e-mail do usuário, que imediatamente começa a fazer aquisições dentro do ambiente virtual”, explicou. Os jogos sociais -- ligados a sites de relacionamentos – têm um público muito mais abrangente que os títulos mais jogados em LAN houses, o que também poderia resultar numa diversificação do público do estabelecimento.

Ainda de acordo com Andrade, de 0,5% a 3% dos usuários de jogos sociais pagam por itens e benefícios do ambiente virtual – caso de avestruzes ou vacas, em “Colheita Feliz”, com cerca de 40 milhões de jogadores somente no Brasil. “
Juliano Motta, diretor de marketing online do UOL, também apresentou alternativas. Entre elas, a possibilidade de o dono da LAN house criar e fazer a manutenção de sites, no que ele chamou de “inclusão empresarial digital”: “pode ser uma página para o dono da pizzaria, da locadora, da padaria daquela comunidade”, exemplificou. Esse lucro pode ser reforçado com indicações para o serviço de hospedagem UOL Host , que paga R$ 30 por indicação e 10% da mensalidade do pagante durante 36 meses.
 
Outra opção, esta da empresa Movile, é o disparo de propaganda para o celular do cliente da LAN house através de dispositivos Bluetooth. O estabelecimento recebe itens de comunicação visual, como cartazes, para o usuário saber que pode receber arquivos legítimos naquele ambiente. Um dispositivo Bluetooth, conectado a um computador local, repassa aos celulares informações como propagandas interativas. A renda extra, nesse caso, vem da remuneração do responsável pela campanha que chegou até o celular do cliente da LAN.
 
Fonte: http://tecnologia.uol.com.br/ultimas-noticias/redacao/2010/03/31/com-90-...

Com 90% das LAN houses na informalidade, setor ganha projeto de profissionalização

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