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Brasil incentiva prática de exercícios de menores de olho nas olimpíadas de 2016. (Através de Leis para Lan Houses e Cyber Cafés)

Ao longo da vida sempre fui apresentado a uma série de coisas que não compreendia. Um exemplo que volta e meia me dava nó era o fato de todos os teclados terem essa disposição de teclas (QWERTY), posto que ela fora estudada para ser a PIOR arrumação possível, de modo a oferecer a digitação mais vagarosa. Com as letras mais usadas posicionadas nos dedos mais lentos e as menos digitadas nos dedos mais ágeis. E para quem não sabe isso foi concebido dessa forma porque as máquinas datilográficas tinham um sistema que se embolava caso a digitação fosse além de uma determinada velocidade. Para quem viveu esse tempo, realmente era um problema ficar puxando aqueles ganchinhos cada vez que a gente se empolgava e datilografava um pouco mais rápido. Mas o fato é que a datilografia deu lugar à digitação, aquelas maquinas mecânicas cederam espaço a computadores com teclados que não embolam mais aos digitar. Mas a péssima disposição de teclas continuou, e mesmo que algum fabricante simplesmente jogasse as teclas para o alto ao acaso, de qualquer jeito que elas caíssem seria melhor que o sistema que todos usamos. Esse exemplo me veio à mente porque faz parte “das coisas que eu não entendo”. E esse é um mistério que eu ainda não desvendei. Mas outro enigma, tão intrigante quanto, pra mim é, porque tantas legislações inócuas são aprovadas? Um exemplo é a disseminação de leis para “regulamentar” lans houses e cyber cafés Brasil afora que parecem ignorar que esse ramo, em função justamente de um monte de leis assim, tenha um índice de informalidade que supera facilmente 90%, o que me remete ao fato de que legislar sobre este ramo, sem a promoção de uma política publica que incentive a formalidade e a atuação legal, só tem como resultado prático que os 6% formais do mercado, se tornem 5% e a seguir 4% e por aí vai. Mas como se isso não fosse bastante, a própria finalidade da lei em si, como as que proíbem lans houses e cyber cafés a distâncias variáveis de escolas ou centros de ensino, tem uma eficácia altamente discutível. Primeiro porque acredita que a criação de dificuldades do acesso ao espaço diminua de alguma forma a evasão escolar. É fato que muito mais pessoas faltam aulas para ir a shoppings, trocam aulas por partidas de futebol em qualquer campinho, ou até mesmo para namorar nas praças, mas nem por isso vejo leis que pretendem afastar as escolas de qualquer um destes, alias, pelo contrário, hoje vejo escolas dentro de shoppings, e até escolas com verdadeiros shopping centers dentro de seus pátios. Acredito sim, que lans e cybers tenham que estar dentro de escolas, facilitando o acesso de alunos a tecnologia e informação. Complementando de maneira orientada e saudável o acesso a esses recursos que não mais deixarão de fazer parte de nossas vidas. Assim como os celulares e outras realidades desse novo milênio também não mais nos abandonarão. Por vezes eu pensava que a verdade atrás dessas leis era esconder que o sistema de ensino não se adaptou aos novos tempos e a bem da verdade estudar em muitos lugares é uma experiência extremamente desestimulante. Poucas instituições de ensino já realizaram que se aprender não for uma experiência edificante, estimulante, e principalmente interessante, qualquer coisa se torna mais chamativa que estudar. E culpar o que atrai, é mais fácil que realizar que o ensino é que precisa de uma revisão. Transferir responsabilidades pode ser o caminho mais fácil, mas definitivamente só nos afasta cada vez mais de uma solução efetiva. E sou fã de carteirinha do educador canadense Herbert Marshall McLuhan, em especial quando este diz que “Quem separa educação de divertimento não entende nada, nem de uma coisa, nem da outra.” Sem contar que lateralmente, leis assim, que facilitam por demais a promoção das famosas dificuldades impostas ao pequeno empreendedor, se transformam na venda posterior de facilidades por fiscais que infelizmente trabalham com uma lógica distante da que seria eticamente desejável. Mas por um desses acasos que a vida nos oferece quase sem querer, eu realizei algo que nunca me ocorreria numa situação normal. Li essa reportagem, http://extra.globo.com/rio/materias/2009/04/04/lan-house-so-se-for-bem-longe-755138600.asp seguida dessa http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2009/04/03/em+londres+lula+defende+olimpiada+de+2016+no+rio+5324901.html e eis que como mágica um mistério se resolve em minha mente. O que REALMENTE pode estar se pretendendo Brasil afora pode guardar certa nobreza. Que seja, promover a caminhada entre os menores de idade entre a escola e o espaço onde normalmente fazem suas pesquisas escolares, para que eles pratiquem exercícios e se preparem fisicamente para o ano em que o Brasil poderá, eventualmente, ser sede das Olimpíadas. E por essa ótica existe inteligência nessa legislação, posto que no pouco que elas funcionarão elas podem, de fato, fazer a garotada andar um pouco. Ou seja, por essa visão inovadora, preciso admitir que leis assim possuam algum mérito, porque de fato, caso funcionem, estaríamos finalmente produzindo uma legislação acertada, leis essas que deveriam ser adotadas como padrão pelo ministério dos esportes que de quebra, na luta contra o sedentarismo, deveria também propor uma lei ainda mais radical, que obrigasse todas as escolas a se instalar imediatamente a 5 km mar adentro. Pois isso obrigaria nossa juventude a nadar para ir e voltar às aulas. Essa sim seria verdadeiramente um incentivo à prática de esportes aquáticos e promoveria o saudável habito da natação, que é ainda mais interessante que o de caminhar. Brincadeiras a parte, Quem lê a ultima pesquisa sobre como o país acessa a internet http://cetic.br/usuarios/tic/2008-total-brasil/rel-int-04.htm depreende que quase 50% de todos os acessos a internet no Brasil são feitos por esses espaços públicos de acesso pago, (Lan House e Cyber Café) mais de 60% dos que tem até 24 anos, 82% dos que percebem até um salário mínimo, 79% dos que pertencem as classes D e E, alem de mais de 66% de todos os acessos no Norte e Nordeste só se realizam graças a essas casas. E me surpreende que não se realize que todas essas legislações negativas, só produzem mais informalidade, que por sua vez induz a toda uma série de ilegalidades que eventualmente poderia ser usada como argumento para que se aprovasse algo assim. Mas será que alguém acredita que realmente um aluno que pretende cabular uma aula veria andar 300, 500 ou 1000 metros como um impeditivo? De fato, uma regulamentação que pudesse QUALIFICAR o acesso feito nessas casas, que potencializasse o acesso a melhores conteúdos, que ao mesmo tempo educasse e instruísse ou pudesse eventualmente disseminar cidadania poderia ser altamente desejável, mas sequer pensar em conscientizar as pessoas sobre o uso responsável da internet ou qualquer tipo de campanha que pudesse promover uma melhoria qualitativa no acesso que já se tem em certa quantidade não se vê por parte do mesmo poder publico que em minha humilde opinião deveria estar justamente tratando isso como prioridade. E não ocupado com o quanto um aluno deveria ou não andar para chegar a esses espaços. Pois em verdade, se a lei não impede o uso, apenas cria um entrave burocrático para o setor, se ela não melhora a qualidade do acesso, nem tampouco estimula boas práticas para a atividade, a única validade que leis assim possuem é estimular a caminhada. E apenas por esse aspecto elas são positivas, então, que venham as olimpíadas. (*) Mario Brandão, proprietário de uma lan house, é administrador de empresas, membro da Mensa Brasil , consultor de TI e presidente da ABCID (Associação Brasileira de Centros de Inclusão Digital, www.abcid.com.br). E, diga-se de passagem, não gosta de caminhar.

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